Por Nutricionista Vanessa Gaudiano — CRN-8 16541 | Especialista em Fitoterapia Clínica e Saúde da Mulher
Aviso legal: Este artigo possui finalidade educativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento individualizado.
Resposta Rápida da Nutri
A Helicobacter pylori, conhecida como H. pylori, é uma bactéria que coloniza a camada de muco do estômago. Ela pode causar gastrite, úlceras e, em uma parcela das pessoas infectadas, aumentar o risco de alterações mais graves no estômago. Sua erradicação normalmente exige um esquema medicamentoso prescrito pelo gastroenterologista. (Instituto Nacional do Câncer)
A alimentação não substitui os antibióticos e nenhum chá, shot, mel, própolis, alho ou vegetal consegue garantir sozinho a eliminação da bactéria. Entretanto, uma rotina alimentar individualizada pode diminuir desconfortos, melhorar a ingestão nutricional, favorecer o funcionamento intestinal e ajudar o organismo a atravessar o tratamento e a fase de recuperação com mais equilíbrio.
“Nutri, já tratei a H. pylori e ela voltou. O que eu faço?”
Minha amiga, essa é uma dúvida muito comum no consultório.
A pessoa faz o tratamento, toma vários medicamentos, apresenta efeitos desagradáveis e, quando repete o exame, descobre que a bactéria continua presente.
É frustrante, eu sei.
Mas isso não significa que você não tenha mais solução.
O tratamento pode falhar por diferentes motivos, como:
✅ Resistência da bactéria aos antibióticos utilizados;
✅ Uso incorreto dos horários ou interrupção dos medicamentos;
✅ Esquema inadequado para aquele caso;
✅ Reações adversas que dificultam a adesão;
✅ Uso anterior de determinados antibióticos;
✅ Falta da confirmação correta da erradicação.
As diretrizes mais recentes alertam que a resistência à claritromicina e à levofloxacina aumentou. Por isso, esses antibióticos não devem ser escolhidos empiricamente sem considerar a sensibilidade da bactéria e o histórico do paciente. (American College of Gastroenterology)
Então, calma aí.
Não é para repetir por conta própria a receita anterior, usar antibióticos que sobraram em casa ou substituir o tratamento por receitas naturais.
É para conversar com o gastroenterologista e avaliar uma estratégia adequada para o seu histórico.
Bora viver saudável, mas sempre com responsabilidade.
O que é a bactéria H. pylori?
A H. pylori é uma bactéria em formato espiral que vive principalmente na camada de muco que protege a parte interna do estômago.
Mesmo o estômago sendo naturalmente ácido, a bactéria possui mecanismos que neutralizam a acidez ao redor dela e permitem sua sobrevivência. Isso acontece localmente, perto da bactéria, e não significa que ela “alcalinize” todo o estômago. (Instituto Nacional do Câncer)
Sua presença costuma provocar uma inflamação crônica da mucosa gástrica.
Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas. Outras desenvolvem gastrite, úlcera no estômago ou úlcera no duodeno, que é a primeira parte do intestino delgado. (Instituto Nacional do Câncer)
É importante esclarecer: a H. pylori coloniza principalmente o estômago. A pessoa pode desenvolver uma úlcera no duodeno por causa dos efeitos da infecção, mas isso não significa necessariamente que a bactéria esteja “passeando” por todo o intestino.
Como uma pessoa contrai H. pylori?
A transmissão ainda não é completamente compreendida, mas ocorre principalmente de uma pessoa para outra.
As rotas mais prováveis são:
✅ Fecal-oral;
✅ Oral-oral, por contato com saliva;
✅ Contato com vômito contaminado;
✅ Água ou alimentos contaminados;
✅ Convivência em ambientes com saneamento inadequado.
A bactéria frequentemente é adquirida ainda na infância e pode permanecer no organismo por muitos anos quando não é tratada. (Instituto Nacional do Câncer)
Por isso, alguns cuidados são importantes:
- Lavar corretamente as mãos após usar o banheiro;
- Lavar as mãos antes de preparar alimentos;
- Higienizar frutas, verduras e utensílios;
- Consumir água potável;
- Não compartilhar utensílios sem higienização;
- Ter cuidado ao lidar com vômitos ou fezes de uma pessoa infectada.
Ter H. pylori não é sinal de falta de cuidado pessoal. É uma infecção muito comum, com diferentes formas de transmissão.
Quais são os sintomas de H. pylori?
Muitas pessoas não sentem absolutamente nada.
Quando a bactéria causa gastrite ou úlcera, podem aparecer:
✅ Dor ou queimação na parte superior do abdômen;
✅ Sensação de estômago cheio muito rapidamente;
✅ Estufamento após as refeições;
✅ Náuseas;
✅ Arrotos frequentes;
✅ Perda de apetite;
✅ Vômitos;
✅ Desconforto quando o estômago está vazio;
✅ Perda de peso sem intenção.
Esses sintomas também podem acontecer em outras doenças digestivas. Por isso, não é possível diagnosticar H. pylori apenas pela presença de dor, azia ou enjoo. (Instituto Nacional de Diabetes)
Quando os sintomas exigem atendimento rápido?
Procure atendimento médico rapidamente se houver:
❌ Fezes pretas, semelhantes a borra ou piche;
❌ Sangue nas fezes;
❌ Vômito com sangue;
❌ Vômito parecido com borra de café;
❌ Dor abdominal intensa e persistente;
❌ Tontura ou desmaio;
❌ Perda de peso importante sem explicação;
❌ Vômitos persistentes;
❌ Fraqueza ou suspeita de anemia.
Esses sinais podem indicar sangramento, úlcera complicada ou outra condição que precisa de investigação imediata. (Instituto Nacional de Diabetes)
H. pylori pode causar gastrite, úlcera ou câncer?
A infecção crônica pela bactéria é uma das principais causas de gastrite.
A inflamação persistente pode danificar a mucosa do estômago e favorecer o aparecimento de úlceras gástricas ou duodenais. (Instituto Nacional de Diabetes)
A H. pylori também é reconhecida como um agente cancerígeno para humanos porque a infecção prolongada aumenta o risco de adenocarcinoma gástrico e linfoma MALT do estômago. (Instituto Nacional do Câncer)
Mas calma: ter H. pylori não significa que a pessoa terá câncer.
Muitas pessoas vivem anos com a bactéria sem desenvolver essas complicações. O risco varia conforme a cepa bacteriana, a duração da infecção, o histórico familiar, o tabagismo, a alimentação e as alterações que já existem na mucosa.
O mais importante é diagnosticar, tratar e confirmar se a bactéria foi realmente erradicada.
[INSERIR INFOGRÁFICO AQUI]
Sugestão de infográfico: evolução da infecção
H. pylori → inflamação da mucosa → gastrite crônica → atrofia ou úlcera em alguns casos → aumento do risco de alterações gástricas
Adicionar a observação:
“Essa evolução não acontece em todas as pessoas. Diagnóstico, tratamento e acompanhamento reduzem os riscos.”
Como é feito o diagnóstico de H. pylori?
Os exames mais utilizados incluem:
Teste respiratório da ureia
A pessoa ingere uma substância contendo ureia marcada. Quando a H. pylori está presente, a bactéria transforma essa ureia e o resultado pode ser identificado na respiração.
Pesquisa de antígeno nas fezes
Detecta componentes da bactéria nas fezes e pode ser utilizada tanto para o diagnóstico quanto para confirmar o resultado do tratamento.
Endoscopia com biópsia
Durante a endoscopia, o médico pode retirar pequenos fragmentos da mucosa para avaliar a bactéria, a inflamação e outras alterações do estômago.
O exame mais adequado depende da idade, dos sintomas, do histórico clínico e da presença de sinais de alerta. (Instituto Nacional de Diabetes)
Como é realizado o tratamento da H. pylori?
O tratamento geralmente combina medicamentos que reduzem a produção de ácido no estômago com antibióticos e, em determinados esquemas, bismuto.
A escolha deve ser feita pelo médico considerando:
- Tratamentos anteriores;
- Antibióticos já utilizados;
- Alergias;
- Resistência bacteriana;
- Disponibilidade dos medicamentos;
- Condições de saúde;
- Capacidade de seguir corretamente os horários.
Diretrizes internacionais atuais recomendam, em muitos casos, esquemas de 14 dias e alertam contra a repetição indiscriminada de combinações que possam ter falhado anteriormente. (American College of Gastroenterology)
A nutricionista pode atuar organizando a alimentação, identificando possíveis deficiências nutricionais, melhorando a tolerância alimentar e acompanhando a recuperação.
Mas a prescrição e a mudança dos antibióticos pertencem ao médico responsável.
Preciso deixar o corpo menos ácido para eliminar a bactéria?
Essa expressão precisa ser usada com cuidado.
Não é possível “alcalinizar o corpo” por meio de sucos, chás, bicarbonato ou alimentos. O pH do sangue é rigidamente controlado pelo organismo.
Além disso, o estômago precisa ser ácido para digerir proteínas, ativar enzimas e ajudar na defesa contra microrganismos.
Durante o tratamento da H. pylori, medicamentos como os inibidores da bomba de prótons reduzem temporariamente a produção de ácido no estômago. Isso favorece a cicatrização da mucosa e melhora a ação do esquema de erradicação.
Esse efeito é medicamentoso e localizado no estômago. Não significa que todo o organismo estava “ácido”.
Quando falamos em preparar o organismo, estamos falando de:
✅ Melhorar a qualidade da alimentação;
✅ Evitar bebidas e alimentos que pioram os sintomas daquela pessoa;
✅ Manter hidratação adequada;
✅ Corrigir deficiências nutricionais quando identificadas;
✅ Organizar o intestino;
✅ Melhorar sono e manejo do estresse;
✅ Ajudar a pessoa a completar o tratamento corretamente.
Medicamentos para acidez são todos iguais?
Não.
Existem diferentes grupos:
Inibidores da bomba de prótons
Diminuem fortemente a produção de ácido no estômago e são utilizados em muitos esquemas contra a H. pylori.
Bloqueadores dos receptores H2
Reduzem a produção de ácido por outro mecanismo.
Antiácidos
Neutralizam parte do ácido que já está no estômago e podem aliviar sintomas temporariamente.
Bicarbonato e sais de magnésio não são medicamentos anti-histamínicos. Eles podem estar presentes em alguns antiácidos, mas não eliminam a H. pylori.
Não inicie, troque ou interrompa esses produtos sem conversar com o profissional responsável.
O estresse piora a H. pylori?
O estresse não cria a bactéria e não substitui a necessidade de tratamento.
Entretanto, períodos de ansiedade, privação de sono e tensão emocional podem aumentar a percepção da dor, alterar hábitos alimentares e piorar sintomas digestivos.
Eu sempre digo para minhas pacientes:
“Nutri, parece que quando fico nervosa meu estômago ataca.”
E isso pode realmente acontecer.
Família, trabalho, dinheiro, preocupações e falta de descanso mexem com o corpo inteiro.
O cuidado precisa incluir alimentação, tratamento médico e saúde emocional.
O que comer durante o tratamento da H. pylori?
Não existe uma “dieta oficial da H. pylori” capaz de erradicar a bactéria.
O próprio NIDDK informa que não há evidência de que uma dieta específica, isoladamente, cause, previna ou trate úlceras pépticas. (Instituto Nacional de Diabetes)
A alimentação deve ser adaptada de acordo com os sintomas.
Algumas pessoas toleram frutas cítricas. Outras sentem queimação.
Algumas conseguem consumir café. Outras apresentam dor imediatamente.
Minha amiga, não adianta entregar a mesma folha de dieta para todas as mulheres.
Alimentos que podem fazer parte da rotina
✅ Legumes cozidos;
✅ Folhas e hortaliças bem higienizadas;
✅ Frutas que sejam bem toleradas;
✅ Aveia;
✅ Arroz, batatas, inhame e outros carboidratos simples de digerir;
✅ Feijões e leguminosas em quantidades toleradas;
✅ Ovos, peixes e outras fontes de proteína;
✅ Azeite em pequenas quantidades;
✅ Água ao longo do dia.
Em fases de maior sensibilidade, preparações cozidas, assadas e menos gordurosas costumam ser mais confortáveis.
Quais alimentos devem ser evitados?
Não existe uma proibição universal.
O objetivo é identificar o que agrava os sintomas de cada pessoa.
Durante uma crise de gastrite ou úlcera, pode ser necessário reduzir:
❌ Bebidas alcoólicas;
❌ Frituras;
❌ Refeições muito gordurosas;
❌ Grandes volumes de comida;
❌ Alimentos muito picantes, quando provocarem dor;
❌ Café em excesso, caso aumente a queimação;
❌ Refrigerantes;
❌ Produtos muito salgados;
❌ Embutidos e carnes processadas;
❌ Alimentos que comprovadamente desencadeiem sintomas.
Uma alimentação rica em sal e carnes processadas está associada a maior risco de alterações gástricas, especialmente em pessoas com infecção crônica. (Instituto Nacional do Câncer)
Pão branco, macarrão e torradas não alimentam diretamente a H. pylori.
Eles podem participar da alimentação, desde que exista equilíbrio e boa tolerância.
Torrar o pão também não o transforma automaticamente em um alimento mais saudável. Em algumas pessoas, a textura seca é mais bem tolerada; em outras, não faz diferença.
Mel ajuda no tratamento da H. pylori?
Alguns tipos de mel demonstraram atividade contra a bactéria em estudos de laboratório.
O problema é que um resultado em tubo de ensaio não significa que uma colher de mel consiga erradicar a H. pylori no estômago humano. A maior parte da evidência disponível não permite recomendar o mel como tratamento. (PubMed Central (PMC))
O mel pode ser utilizado como alimento por pessoas que o tolerem, mas exige cuidado em casos de diabetes, alergia ou restrição de açúcares.
Não abandone os medicamentos para fazer tratamento com mel.
Própolis verde elimina a H. pylori?
O própolis possui substâncias com atividade antimicrobiana em estudos experimentais.
Entretanto, um estudo clínico com própolis verde brasileiro em dose popular encontrou efeito mínimo sobre a infecção. Portanto, ainda não existe evidência suficiente para afirmar que gotas de própolis erradiquem a bactéria. (PubMed)
Além disso, o própolis pode causar reações alérgicas e algumas apresentações contêm álcool.
Quando utilizado, deve ser considerado um recurso complementar e individualizado, nunca um substituto para o tratamento médico.
Brócolis e brotos de brócolis ajudam?
Os brotos de brócolis são ricos em glucorafanina, que pode originar o sulforafano.
Um estudo encontrou redução temporária de marcadores de colonização e inflamação durante o consumo de brotos ricos em sulforafano. Depois que o consumo foi interrompido, os marcadores retornaram aos níveis anteriores. (PubMed)
Outro ensaio clínico não encontrou aumento da taxa de erradicação quando o sulforafano foi acrescentado ao tratamento convencional. (PubMed)
Isso significa que brócolis, couve-flor e couve podem fazer parte de uma alimentação saudável, mas não funcionam como antibióticos naturais equivalentes aos medicamentos.
Quem sente gases ou desconforto pode começar com pequenas quantidades e utilizar os vegetais cozidos.
Alho e cebola combatem a bactéria?
O alho apresentou atividade contra a H. pylori em pesquisas de laboratório. Entretanto, os resultados clínicos ainda são insuficientes para recomendar alho, óleo de alho ou cápsulas como tratamento de erradicação. (PubMed)
Além disso, alho e cebola crus podem piorar a queimação, a dor ou o estufamento em algumas pessoas.
Uma estratégia possível é utilizá-los cozidos ou levemente refogados, sempre observando a tolerância individual.
Não é porque um alimento tem substâncias interessantes que ele será confortável para uma mucosa já inflamada.
Faz sentido?
Frutas vermelhas ajudam o estômago?
Uvas, mirtilos, amoras, morangos e outras frutas coloridas fornecem polifenóis e compostos antioxidantes.
Esses alimentos podem contribuir para uma alimentação variada e nutricionalmente adequada.
Estudos analisam possíveis efeitos de polifenóis sobre a H. pylori, mas os resultados não permitem afirmar que frutas vermelhas erradiquem a bactéria. Elas devem ser apresentadas como alimentos, não como medicamentos. (PubMed)
Caso frutas ácidas provoquem queimação, ajuste a quantidade ou escolha opções mais bem toleradas.
Pimenta faz mal para quem tem H. pylori?
A pimenta não é a causa da infecção.
Porém, pode piorar a dor e a queimação em algumas pessoas com gastrite ou úlcera ativa.
Então eu não gosto de impor:
“Todo mundo tem que retirar.”
A pergunta correta é:
Como o seu organismo reage?
Se você come pimenta e imediatamente sente dor, não faz sentido insistir durante uma crise.
Aveia e fibras podem ser utilizadas?
Aveia, frutas, verduras, sementes e leguminosas contribuem para a ingestão de fibras e para o funcionamento intestinal.
Mas essas fibras não “retiram a acidez do corpo” e não erradicam a H. pylori.
Quando o intestino está preso, é importante investigar:
- Baixa ingestão de água;
- Pouca fibra;
- Sedentarismo;
- Uso de medicamentos;
- Alterações da microbiota;
- Problemas hormonais;
- Doenças intestinais;
- Dificuldade para comer durante o tratamento.
Aumente as fibras gradualmente.
Colocar uma grande quantidade de chia, linhaça ou aveia de uma vez pode aumentar gases e desconforto.
Probióticos ajudam durante o tratamento?
Alguns estudos sugerem que determinadas cepas probióticas podem reduzir efeitos adversos, como diarreia, náusea e desconforto, e talvez melhorar discretamente a taxa de erradicação quando associadas ao tratamento convencional.
Mas os resultados variam conforme a cepa, a dose e o esquema utilizado.
Probiótico não é substituto para antibiótico e não deve ser escolhido apenas pela frase “tem lactobacilos” na embalagem. (PubMed)
A suplementação deve considerar o caso individual, especialmente em pessoas com imunidade comprometida ou doenças graves.
Como cuidar da alimentação antes, durante e depois dos antibióticos?
Antes do tratamento
✅ Organize os horários das refeições;
✅ Identifique alimentos que provocam sintomas;
✅ Corrija constipação quando possível;
✅ Avalie exames e possíveis deficiências;
✅ Planeje refeições práticas para os dias de medicação;
✅ Converse sobre medicamentos e suplementos utilizados.
Durante o tratamento
✅ Respeite rigorosamente os horários;
✅ Não interrompa porque “já melhorou”;
✅ Mantenha refeições que sejam bem toleradas;
✅ Evite álcool;
✅ Informe ao médico reações intensas;
✅ Não acrescente suplementos aleatoriamente.
Depois do tratamento
✅ Continue com uma alimentação equilibrada;
✅ Recupere variedade alimentar gradualmente;
✅ Avalie sintomas persistentes;
✅ Faça o teste de confirmação da erradicação;
✅ Mantenha o acompanhamento médico e nutricional.
Não é sobre ser contra o medicamento.
É sobre usar o medicamento com indicação, atenção e acompanhamento, cuidando também do organismo antes, durante e depois.
Como saber se a bactéria foi eliminada?
Melhorar da dor não confirma que a H. pylori desapareceu.
Todas as pessoas tratadas devem realizar um teste de confirmação da erradicação.
As diretrizes recomendam que o exame seja feito:
- Pelo menos quatro semanas após o término dos antibióticos;
- Após ficar pelo menos duas semanas sem inibidores da bomba de prótons ou bloqueadores ácidos semelhantes, sob orientação médica;
- Por teste respiratório, antígeno nas fezes ou teste baseado em biópsia.
Nunca suspenda um medicamento por conta própria apenas para fazer o exame. Confirme com o gastroenterologista como realizar o preparo. (American College of Gastroenterology)
[INSERIR TABELA AQUI]
Tabela sugerida: o que ajuda e o que não substitui o tratamento
| Recurso | O que pode fazer | O que não pode prometer |
|---|---|---|
| Alimentação individualizada | Melhorar tolerância e qualidade nutricional | Erradicar a bactéria sozinha |
| Medicamentos prescritos | Tratar e buscar a erradicação | Funcionar se usados incorretamente |
| Probióticos selecionados | Podem ajudar em alguns efeitos adversos | Substituir os antibióticos |
| Brócolis e crucíferos | Fornecer fibras e compostos bioativos | Agir como omeprazol ou antibiótico |
| Mel | Servir como alimento, quando tolerado | Eliminar a H. pylori |
| Própolis | Possível uso complementar individualizado | Garantir erradicação |
| Alho e cebola | Temperar e enriquecer a alimentação | Curar a infecção |
| Manejo do estresse | Melhorar sintomas e rotina | Retirar a bactéria |
Conclusão: alimentação ajuda, mas não substitui a erradicação
Minha amiga, a H. pylori precisa ser levada a sério, mas você não precisa entrar em desespero.
A infecção tem tratamento.
Quando o primeiro esquema não funciona, o médico pode avaliar outras opções de acordo com os medicamentos já utilizados e a possibilidade de resistência bacteriana.
A alimentação entra como suporte.
Ela ajuda você a manter o organismo nutrido, controlar sintomas, melhorar o intestino, atravessar o tratamento e recuperar sua rotina.
Mas vamos deixar isso muito claro:
❌ Mel não substitui antibiótico;
❌ Própolis não substitui antibiótico;
❌ Brócolis não substitui antibiótico;
❌ Alho não substitui antibiótico;
❌ Suco verde não substitui antibiótico;
❌ “Alcalinizar o corpo” não elimina a bactéria.
O caminho mais seguro é integrar a avaliação médica com um acompanhamento nutricional responsável.
Sem promessas milagrosas.
Sem abandonar o tratamento.
E sempre com bom ânimo.
Bora viver saudável.
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Em casos de H. pylori, o acompanhamento nutricional pode ajudar a:
✅ Organizar a alimentação durante os medicamentos;
✅ Identificar alimentos que pioram os sintomas;
✅ Avaliar o funcionamento intestinal;
✅ Corrigir inadequações nutricionais;
✅ Planejar a recuperação após o tratamento;
✅ Trabalhar em conjunto com o gastroenterologista.
Sobre a autora
Vanessa Gaudiano é nutricionista e fitoterapeuta, inscrita no CRN-8 sob o número 16541.
É especialista em Fitoterapia Clínica e Saúde da Mulher, com atuação voltada ao climatério, menopausa, saúde intestinal, alimentação natural, inflamação e dores reumáticas.
Seu trabalho é traduzir a ciência da nutrição e da fitoterapia para a rotina da mulher, ensinando que cuidar da saúde pode ser prático, natural e possível de manter.
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